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terça-feira, 31 de maio de 2011

Novo logo da FIFA

Foi-se o tempo em que a Fifa (Federação Ilegítima de Futebol Achacador) era a “entidade máxima” do futebol mundial. 
Hoje ela é vista apenas como mais uma mega-empresa privada metida nos maiores escândalos vindos do mundo da bola. Assim sendo, deixo aqui uma sugestão de um novo logotipo para a Fifa. 
A “moeda” Joseph Blatter (propinas, em euros e/ou petrodólares) se adapta melhor aos novos tempos — já que andou circulando livremente entre os acionistas da empresa, com as recentes escolhas das copas de 2018 e 2022 (nosso coronel Ricardo que o diga). Sorte que a sede da Fifa é lá na Suíça, né, gente? Assim o dinheiro não precisa atravessar oceanos para chegar ao destino final.

Dilma em 2014... Será?

A presidente Dilma Roussef está se mostrando mais frágil do que aparentava. As constantes consultas e pedidos de auxílio ao ex-presidente Lula tem deixado os aliados inseguros quanto ao fôlego da presidente para disputar a reeleição em 2014. 
Os parlamentares estão preocupados com a falta de jogo de cintura de Dilma para resolver a primeira crise do seu governo provocada pela desarticulação política e agravada com a multiplicação misteriosa do patrimônio de Palocci. O resultado é que Dilma terminou a semana bastante fragilizada. Se continuar assim a reeleição em 2014 fica inviável.
Um dos inúmeros problemas foi quanto ao homem escolhido para apagar incêndios no governo, o ministro chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, que virou alvo de fogo – amigo e inimigo. Por isso mesmo, humildemente recorreu ao ex-presidente Lula em busca de auxílio e de um pulso firme para rearrumar a casa.
Rumo a Vitória
Embora muita gente achou estranho o fato de, na primeira crise séria, Dilma recorrer ao padrinho político, mas, mesmo assumindo ter limitações de negociar, a presidente agiu certo. Quem, entre aliados do Planalto, tem o peso e a experiência do ex-presidente Lula? Ainda mais se no cerne da crise a ser debelada está alguém tão fundamental para o governo quanto Palocci? 
Não é questão de defender o enriquecimento a jato do ministro – isso é questão de investigação e justiça, se for o caso. É questão, sim, de atestar que a presidente não tem habilidade ou mesmo paciência para se desvencilhar de problemas inerentes à complicada rede de interesses e pressões que cerca o poder. E salientar que, mesmo que esse jogo de cintura seja exigido de quem ocupa o cargo, ela nunca fez a linha negociadora ou contemporizadora. 
 A presidente segue, pelo que se vê até agora, longe de excessos, de aparições desnecessárias e de declarações para agradar grego ou troiano. Ainda bem, lá para ela, que Lula está ali a postos. Ávido por holofote e doido para continuar encarnando o papel de comandante do Planalto – ainda que modo informal, mas poderoso como só ele saber ser.